Cidades
Ainda somos um beb� para o Incra
O presidente do MFFT, Benedito Antônio da Silva, reconhece que precisa atuar como um prefeito, delegado, juiz e conselheiro do povo para garantir a ordem dentro do acampamento. Isto, claro, com a ajuda dos ?diretores? e ?seguranças? que o auxiliam. ?Os primeiros passos quem dá sou eu, depois encaminho para o pessoal?, explica. Sobre a linha ideológica do movimento, Benedito afirma que não é nem esquerda, nem direita, apenas não acha certo fazer passeata, e não concorda com os comunistas ?que botam o pessoal para caminhar e sofrer na estrada?. O presidente do movimento assume que cobra R$ 25 por mês para cada integrante. ?Este dinheiro é para cavar poços, instalar a energia, adquirir equipamentos e administrar tudo?. Perguntado então qual seria sua fonte de renda, ele diz que ?é uma roça e um prediozinho que eu tenho alugado em Maceió, em frente ao Hospital Universitário?. Sobre a relação com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), informa que é muito pouca. ?Porque tem outros movimentos maiores e nós ainda somos um bebê para o Incra, começamos um dia desses?, afirma Alessandra. ?A única ajuda do Incra era receber 150 cestas básicas, mas agora está mais de quatro meses sem vir?. Acampados ouvidos antes pela reportagem tinham dito que pagavam R$ 10 para receber a metade de uma cesta do movimento. Benedito disse que não, apenas pedia ?uma pequena colaboração para pagar o combustível do caminhão que fazia o transporte?. ?Assim mesmo, só de quem tinha como contribuir voluntariamente?, defende Alessandra.