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Professora compra arroz para merenda de alunos

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Açúcar e leite foi o que restou na despensa da Escola de Ensino Fundamenta Pedro Café, no bairro de Rio Novo, em Maceió. Angustiada com a situação, uma funcionária comprou arroz, misturou os ingredientes e fez o tradicional arroz doce para seus 340 alunos. Há mais de uma semana, no entanto, nem arroz doce as crianças e adolescentes têm mais na merenda. Acabou tudo. A despensa está vazia. A situação é relatada pela diretora da unidade, Márcia Souza, que nasceu e se criou no bairro, foi aluna da escola e hoje assume o cargo de comando. Ela vem liberando os alunos mais cedo porque não tem merenda para oferecê-los. Muitos estudantes vão à escola não só para estudar, mas para se alimentar. A merenda, que era a ?salvação da lavoura? para os estudantes, virou uma dor de cabeça para a direção da escola. Tudo começou, segundo a diretora, quando a compra da merenda passou a ser feita com duas fontes de recursos. ?Verba própria da prefeitura e do governo federal, através do PNAE [Programa Nacional de Alimentação Escolar]?, ela diz. FICA DEVENDO Há três meses, afirma, ?quando chega uma verba, não vem a outra. Aí não tem como comprar a merenda completa. Quando compro, fico devendo aos fornecedores, que me cobram. Pago uma parte para não ficar totalmente sem merenda, mas sempre fico com uma dívida. Há uma semana, não temos mais nada?, ela diz. Para complicar ainda mais a situação já difícil, a diretora diz que, da verba repassada pelo município, 30% são retidos pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) para compra diretamente de agricultores familiares.

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