Cidades
Queda na inten��o de consumo das fam�lias afeta setor
As pesquisas confirmam: no levantamento da Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Maceió, realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com o Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento de Alagoas (IFEPD-AL), registra-se um movimento de queda contínua ao longo do ano. Em Maceió, o indicador apontou, em outubro, o oitavo mês consecutivo de queda no desempenho de intenção de consumo e já contabiliza variação negativa na ordem de 20,6% nos últimos doze meses. Isto, na avaliação do Instituto Fecomércio, se configura numa tendência para os meses seguintes, embora sempre se possa contar com uma leve recuperação no período natalino devido à injeção do 13º salário na economia. A persistente manutenção da redução na intenção de consumo das famílias afeta profundamente o setor de comércio, aumentando as incertezas e, consequentemente, reduzindo os investimentos, como a aquisição de mercadorias e insumos, e diminuindo as possibilidades de novas contratações. TEMPO BOM O economista Felippe Rocha, assessor da Fecomércio, destaca que a situação só não está pior porque, nos últimos 5 anos ? de 2009 a 2014 ?, a economia alagoana e do Nordeste viveu momentos de crescimento acima da média nacional, e isso trouxe diversos investimentos para o Estado. ?Até meados de 2014, havia uma redução sistemática das taxas de juros, e isso ampliou o comércio e os serviços no âmbito nacional e local?, diz ele. Porém, 2015 se apresentou como um momento economicamente difícil. As taxas de juros cresceram significativamente e voltaram ao patamar de agosto de 2006 ? 14,25% ?, o que desestimula investimentos por parte do empresário, que não quer ir aos bancos em busca de capital de giro com juros tão altos; e por parte do consumidor, que não se sente encorajado a comprar a longo prazo, com medo do desemprego.