Cidades
Educa��o municipal amea�ada de greve
Os professores da rede municipal de ensino vão esperar até o próximo dia 10 para decidir se entram ou não em greve. A condição para a categoria não deflagrar a paralisação das atividades é o cumprimento do calendário de pagamento dos salários, elaborado pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) e apresentado na assembléia realizada, na manhã de ontem, pela categoria. ?O município nos apresentou esse calendário constando que a 1a, 2a e 3a faixas salariais serão pagas até o dia cinco do mês subseqüente. Já a 4a e 5a faixas salariais serão pagas até o dia dez. Vamos acatar a proposta e aguardar até essa data. Se o calendário não for cumprido, vamos parar as atividades. Aliás, nem começaremos o ano letivo, cujo início das aulas será no próximo dia dez?, declarou a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal), Lenilda Lima. Segundo ela, a decisão vale para os demais meses. Lenilda explicou que a assembléia serviu como um protesto acumulado do ano 2002, quando a categoria enfrentou constantes atrasos no pagamento dos salários, por causa de uma indefinição no calendário. ?A prefeitura apresenta a primeira faixa e as demais ficam na dependência dos recursos arrecadados. Isso não pode mais acontecer. No ano passado, esse problema foi uma constante?, disse, lembrando que sempre é criada uma expectativa de a folha de dezembro e o 13o salário serem pagos no ano seguinte. ?Em 2002, só recebemos o 13o no ano em curso porque fizemos vários protestos. Já o mês de dezembro só recebemos em janeiro deste ano. A prefeitura tem que se programar para que o pagamento seja feito no ano trabalhado?. Dentre as reivindicações da categoria estão a revisão do Plano de Cargos e Carreira (PCC), com a correção das distorções e a definição de uma data-base, a reposição das perdas salariais, cujo índice ainda está sendo calculado pelo sindicato, além da qualificação dos professores e a regulamentação do número de alunos nas salas de aula, com o objetivo de se ter um ensino de qualidade. ?Se não houver uma política de Recursos Humanos efetiva, além de programas de qualificação profissional, os servidores da Educação vão terminar na mesma situação dos prestadores de serviço da Saúde, que não tiveram condições de fazer o concurso porque muitos não estavam qualificados. Queremos avançar para recuperar a qualidade do ensino?, finalizou. (FM)