Cidades
Av� de beb� quase trocado por crack vai � Defensoria
Desde o último domingo, 8, a doméstica Claudenice dos Santos vive em peregrinação para garantir a guarda do neto e a soltura da filha do sistema prisional. Claudenice é mãe de Alessandra Santos de Oliveira, 26 anos, presa após tentar trocar o filho de três meses por crack e quase ser linchada por populares na região do Benedito Bentes, em Maceió. Ontem pela manhã, ela esteve na Defensoria Pública do Estado para requerer a guarda da criança. Tentava também falar com um defensor para tirar a filha do presídio feminino Santa Luzia e levá-la para algum lugar onde possa fazer tratamento contra a dependência química. A Gazeta encontrou Claudenice, o companheiro José Valter Almeida da Silva e a neta de cinco anos, outra filha de Alessandra criada pela avó. Ela perdeu mais um dia de trabalho, mas diz que não sossegará enquanto não conseguir a guarda do bebê e a liberdade da filha, que ela ainda não viu depois que a jovem foi levada para o presídio. Ansioso, o casal aguardava para falar com uma psicóloga da Defensoria. Cabreiros, só aceitaram falar com a Gazeta depois que tiveram a certeza de que a reportagem só tentava ajudá-los a resolver um drama vivido por milhares de famílias todos os dias. ?Tô pagando a uma moça, a mesma que tomou conta da menina [filha de Alessandra] para cuidar do meu neto. É uma pessoa de alta confiança?, ela disse, ao reafirmar que não abre mão de forma alguma da guarda do neto. ?Eu trabalho e tenho condições de criar meu neto. Ganho o salário mínimo, meu marido tá desempregado, mas faz uns biscates, e minha filha mais velha, que é promotora de vendas [de cosméticos], está me ajudando?, disse, ao descrever a situação financeira da família.