Cidades
Lojistas se negam a pagar por vistorias
O presidente da Aliança Comercial de Maceió, empresário Guido Santos Júnior, disse que a entidade está recorrendo ao Ministério Público Estadual (MPE) em busca de apoio. Isso porque, segundo ele, foi criado um jogo de empurra, onde cada órgão atribui ao outro a responsabilidade por falhas como a falta de hidrantes e fiscalização. ?Corpo de Bombeiros joga para a Casal, que empurra para a SMCCU [Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano] e esta devolve para a Casal. Queremos o apoio do Ministério Público para que convoque os órgãos envolvidos e possamos saber de quem é a responsabilidade?, diz. O empresário entende que não há como prever acidentes, mas que é preciso buscar segurança. ?As lojas [do Centro] são coladas umas nas outras. Os prédios são muito antigos. Geralmente esses acidentes ocorrem à noite, quando as lojas estão fechadas. Agora, é preciso que se garanta o mínimo de condições para continuarmos trabalhando?, afirma, ao informar que um dos pontos críticos é a falta de hidrantes funcionando na região. ?Para se ter ideia, existem 11 hidrantes em todo o Centro e entorno. Desses, só quatro funcionam. No dia do incêndio, os bombeiros tentaram usar o hidrante do Beco São José, o mais próximo da loja Gaivota, e não conseguiram porque não estava ligado na tubulação?, ressalta Guido Júnior. Ele diz que a classe empresarial está unida e recorre à Câmara de Vereadores de Maceió contra medida do Clube de Engenharia que estabelece o cumprimento da Lei 6.145/2012, que determina a manutenção predial e inspeção.