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Seca agrava situa��o financeira das prefeituras

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Além dos pequenos produtores e dos trabalhadores rurais, os prefeitos também pedem socorro. Eles precisam de alimentos para as famílias e para os animais que estão morrendo às margens dos rios e dos açudes secos. O prefeito de Santana do Ipanema, José Mário da Silva (PV), disse que os 47 mil habitantes da região sofrem os efeitos destes cinco anos de estiagem. ?A situação na zona rural é caótica, não tem água para nada. Os animais estão morrendo. As barragens secaram?. A prefeitura tem três carros-pipa e o Exército ajuda com mais quatro caminhões. ?Se eu tivesse 40 carros-pipa, ainda assim seriam insuficientes para atender à demanda das comunidades?, disse o prefeito. Somando os recursos da Saúde, Educação e o Fundo de Participação do Município (FPM), a administração municipal tem uma receita de R$ 4 milhões/mês. Com o agravamento da estiagem, José Mário diz que gasta toda a receita em pagamento de pessoal e socorro às vítimas. Ele avaliou que, no mês de dezembro, vai pagar o 13º, mas não terá como quitar a folha do mês de novembro. ?A gente está fazendo economia de todas as formas: demitindo, deixando de pagar a fornecedores. Vamos ter que suspender o pagamento de carros-pipa para tentar pagar a folha de novembro?, avaliou. E tem mais débitos em Santana do Ipanema. Os funcionários comissionados e os contratados do município, por exemplo, reclamam quatro meses de salários atrasados. O prefeito confirma a dívida e não sabe quando vai regularizar a situação. ?Não tem dinheiro?. Ele justifica que esta é a pior seca dos últimos 50 anos na região.

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