Cidades
Jovens fazem planejamento financeiro para pagar as mensalidades em dia
A universitária Beatriz Nely de Oliveira abreviou sua curta estada no curso de Direito porque seu orçamento não condizia com o valor cobrado pela mensalidade. Dois anos depois da quitação de pendências financeiras, regressou à instituição, mas para cursar Nutrição. Ela até tentou conseguir financiamento oficial, mas não conseguiu porque não tinha se submetido ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), requisito para obtenção do auxílio. ?A situação financeira apertou. Tranquei o curso para pagar o que devia?. À época, seus rendimentos não lhe permitiam arcar com a mensalidade de R$ 700. Se pagasse de forma antecipada, o preço cairia para até R$ 629,00, um pouco ?pesado? para seu orçamento mensal. ?Ficava difícil. Fiquei quatro meses sem pagar?, recorda. Com apoio familiar, contraiu empréstimo bancário e conseguiu se livrar da dívida. Programou-se para regressar, mas com planejamento, para não atrasar os pagamentos, já que também não teria acesso ao financiamento privado ofertado pela faculdade. ?Eles têm uma opção viável de financiamento, mas precisaria de fiador com poder aquisitivo adequado ao valor do contrato. Como não tenho, controlo os gastos e priorizo a mensalidade?, comentou a acadêmica da Unit. Aos 27 anos, ela trabalha, atualmente, como secretária num dos setores de uma repartição pública estadual. Beneficiou-se de recente incremento em seus rendimentos, ao mudar de função. ?Felizmente, tenho pagado a mensalidade de R$ 700 em dia?, diz.