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Servidores federais querem 27,5% de reajuste

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Os servidores públicos federais lançam no dia 19, em Brasília, a campanha salarial deste ano. Será o primeiro embate do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os servidores federais, que acumulam perdas salariais nos últimos oito anos, calculadas em 89%. Só que o Orçamento da União para este ano prevê apenas 4% para o reajuste dos servidores. A presidenta do Sindicato dos Previdenciários de Alagoas (Sindiprev), Idaílsa Beirão, acredita que a negociação com o novo governo será bem mais fácil do que no período de Fernando Henrique Cardoso. No entanto, reconhece que haverá dificuldades de o governo atender a todas às expectativas dos servidores. Nos últimos oito anos, os servidores tiveram direito a um reajuste de apenas 3,5% e ao pagamento de uma diferença de 3,17%. ?Já existe uma negociação por parte da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e das federações dos trabalhadores do serviço público para um reajuste de pelo menos 27,5%?. Os servidores também pretendem retomar a data-base da categoria em janeiro. Perdas salariais Idaílsa afirma que esse percentual não recupera todas as perdas salariais dos servidores, mas é bem melhor que os 4% previstos no Orçamento, que não vai contemplar todos os servidores. ?Os servidores que foram beneficiados com a implantação do Plano de Carreiras não teriam direito a esse reajuste, a exemplo dos previdenciários, porque a Lei 10.331/02, no artigo 3, estabeleceu que serão deduzidos de revisão dos vencimentos os percentuais concedidos no exercício anterior?. Outro motivo de preocupação para os servidores federais é a Reforma da Previdência, que pretende estabelecer um teto unificado para os servidores públicos e da iniciativa privada. Diante das muitas geradas pela reforma, a Federação Nacional dos Servidores da Previdência Social (Fenasps) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS) vai promover o seminário A Previdência e o Servidor Público, nos dias 15 e 16 em Brasília. ?A proposta de uma previdência única para os servidores públicos e privados pode ser uma coisa perigosa, podendo aumentar ainda mais o déficit da previdência?, avalia Adaílsa. (MFA)

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