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Redu��o de vaz�o pode deixar cidades sem �gua

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Uma reunião, amanhã, em Brasília, vai definir se a vazão da barragem de Sobradinho, na Bahia, será reduzida de 900 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 800 m³/s. O pedido para redução foi feito pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) à Agência Nacional de Águas (ANA). O nível do maior reservatório do Nordeste atingiu o patamar mais crítico da história (pouco mais de 2% do volume útil para geração de energia). Não há informes de que haja desabastecimento de energia no Nordeste, mas a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) explica que, se a vazão diminuir, o Rio São Francisco vai baixar cerca de 20cm e a captação de água pode ser prejudicada, afetando, principalmente, as cidades de Pão de Açúcar e Traipu. Logo, todas as atenções estão sendo direcionadas para o encontro marcado com os operadores da Bacia do São Francisco (incluindo ANA, ONS e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco ? Chesf). Até então, o nível mais baixo da represa de Sobradinho havia sido registrado em novembro de 2001 (quando atingiu 5,46% da capacidade). Com 2% apenas, a barragem caminha a passos largos para volume morto. O diretor-presidente da Casal, Clécio Falcão, disse ontem que um planejamento de ações para adequar a captação de água para os níveis mais baixos do Rio São Francisco já foi feito. A distribuidora reforça que deve fazer uso de motobombas e executar o desassoreamento em alguns trechos até o leito do rio. As medidas extremas somente devem ser implementadas caso se confirme a redução da vazão da barragem. Além disso, Clécio Falcão adianta que enviou ao Ministério da Integração Nacional o plano de emergência com o devido orçamento, em torno de R$ 7,5 milhões, para que as medidas sejam executadas e o abastecimento nas regiões da Bacia Leiteira, Baixo São Francisco e parte Sul de Alagoas não seja afetado. Em entrevista à imprensa, o superintendente de operações da Chesf, João Henrique Franklin, garantiu que a calamidade enfrentada por Sobradinho não representa, necessariamente, desabastecimento de água ou energia, mesmo que o prognóstico para os próximos meses seja de pouca chuva.

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