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Mulheres marcham contra a viol�ncia

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Manifestantes repudiaram, ontem, no centro da capital, a violência contra as mulheres e cobraram das autoridades ampliação da rede de proteção ao sexo feminino. Em Alagoas,a taxa de homicídios de mulheres cresceu 92,5%, revela o Mapa da Violência 2015. ?A violência é crescente e a rede de apoio às vítimas não está adequada. Mulher que apanha em casa geralmente não tem alternativa senão voltar ao convívio com o agressor?, queixa-se Rilda Alves, atual presidente da Central Única dos Trabalhadores de Alagoas (CUT). ?Mulher com coragem de denunciar os agressores precisa de abrigo para não sofrer nova violência. Essa estrutura ainda é muito precária em Alagoas?, reforça a líder sindical. Para relembrar à sociedade o quão precária é a estrutura de apoio às vítimas da violência, mulheres foram às ruas da capital, ontem, portando faixas, cartazes e bandeiras. Cobraram também ?ações mais rígidas? do Estado para evitar novos ataques às mulheres alagoanas. DIFICULDADE A coordenadora da Marcha em Alagoas, sindicalista Girlene Lázaro, lembrou da existência de apenas três delegacias especializadas em Alagoas, das quais duas funcionam em Maceió e outra em Arapiraca, o que dificulta o registro de novos episódios, sobretudo, nas zonas rurais dos municípios sertanejos.

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