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Estado ficou 3 meses sem larvicida

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A proliferação do mosquito Aedes agypti tem encontrado terreno fértil em Maceió e em outros municípios alagoanos. Ele é transmissor dos vírus da dengue, da chikungunya e da zika, este último apontado como provável responsável pelo surto de microcefalia que tem afetado centenas de bebês no Nordeste e já registrou 42 casos em Alagoas. A situação tem alarmado o País e colocado na ordem do dia a necessidade de reforçar os trabalhos de combate ao mosquito. Mas ontem, o portal de notícias UOL publicou reportagem denunciando a falta de larvicida usada nesse trabalho, em vários municípios do Nordeste, inclusive em Alagoas. O veneno, que é colocado em reservatórios de água para eliminar larvas do mosquito, é comprado no exterior e fornecido pelo Ministério da Saúde. Mas há três meses não vinha sendo repassado às secretarias. E esse não é o único problema. Segundo denúncia feita à Gazeta de Alagoas, pelo presidente do Sindicato dos Agentes de Saúde de Alagoas, Maurício Sarmento, faltam também equipamentos de proteção individual (EPI) e até fardamento e identificação para esses profissionais trabalharem nas ações de combate ao Aedes aegypti. Dessa forma, as ações têm se limitado ao processo educativo. ?Não tem como fazer o tratamento. Faltam botas, e sem isso o agente não tem como entrar num terreno cheio de entulho; sem fardamento ou crachá que o identifique, ele não tem acesso às casas, aos edifícios; e mesmo chegando a esses lugares, se encontrar criatórios ele não tem o inseticida para tratar e evitar que a larva se transforme em mosquito?, disse o presidente do sindicato.

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