Cidades
Uso de preservativos diminui a cada ano
O coordenador do Programa Municipal de DST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Maceió, Samuel Delane, afirma que a falta de informações é um agravante no controle da epidemia de Aids no País. ?Infelizmente, o enfraquecimento das ONGs/Aids e a dificuldade de recursos materiais e humanos por parte da secretaria impedem de chegarmos a cada cantinho da cidade com as informações de prevenção ao HIV/Aids. Além disso, existe uma distância muito grande entre informação e mudança de comportamento. Não somos ingênuos em achar que basta informação?, afirma. Na contramão dos avanços obtidos pela saúde no Brasil e no mundo, ele traz uma informação preocupante. ?Pesquisas mostram que a cada ano menos pessoas utilizam os preservativos masculino e feminino consistentemente: da forma correta e em todas as relações sexuais, sejam orais, vaginais ou anais. Atualmente, falamos em prevenção combinada. Camisinha, profilaxia pós-exposição sexual, tratamento como prevenção, diagnóstico precoce, redução de danos, entre outras formas de prevenção?, observa. Quanto à reclamação de precariedade no atendimento nos três hospitais-referência no Estado no tratamento da doença, Samuel Delane ressalta que é preciso diferenciar os atendimentos. ?Temos dois hospitais em Maceió que atendem às pessoas com Aids. O Hospital Universitário (HU) e o Hospital Escola Helvio Auto. Sei que temos problema de acesso, mas também acredito que há um grande esforço para atender a todos que precisam do serviço com urgência. Para o acompanhamento, temos três serviços que são o Hospital Dia, do HU, o Serviço de Atenção Especializada (SAE) Dr. Marcelo Constant e o SAE Bloco I do PAM Salgadinho. O Hospital Dia, do HU, está atendendo às pessoas da parte alta da cidade, o SAE Dr. Marcelo Constant não está atendendo a novos pacientes e o SAE Bloco I do PAM Salgadinho está atendendo a toda a demanda de Maceió e das cidades do interior do Estado?, explica.