Cidades
A beleza que esconde o perigo
Quem passa por ruas e avenidas de Maceió e costuma apreciar o verde ou as flores de árvores muitas vezes centenárias, pode até nem imaginar que por trás da beleza pode estar escondido um risco iminente de acidentes. Bastou duas árvores tombarem em uma semana, em locais de alto fluxo de veículos, para o que era apenas um risco virar uma espécie de alerta àqueles que lidam com o meio ambiente. Isso porque, muitos dos exemplares de árvores foram plantados em locais inadequados e outros estão comprometidos com pragas, cupins, fungos, bactérias, formigas que atacam e corroem todo o tronco, deixando-o intacto por fora e oco por dentro. Sem tratamento adequado e com o passar dos anos, a tendência é que as árvores venham abaixo, como ocorreu com a palmeira plantada no prédio do Ministério da Agricultura, na Avenida Fernandes Lima, e outra nas proximidades do Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. A situação é real e os responsáveis por cuidar do meio ambiente correm atrás para evitar que prejuízos maiores ou até mesmo um acidente grave aconteça. O que era para ser lindo aos olhos e indispensável a uma cidade, acaba virando uma dor de cabeça. Só para se ter ideia, na Praça Centenário foi plantada há anos uma jaqueira, que cresceu, ficou frondosa e dá frutos, muitos frutos. O problema é que quando a árvore está ?carregada? de jaca, o perigo de acidentes aumenta, já que foi plantada numa área de intensa circulação de pedestres e veículos. SITUAÇÕES DE RISCO Seguindo a faixa de canteiro que vai da Fernandes Lima até a Avenida Durval de Góes Monteiro, situações de risco são registradas com árvores do tipo flamboyant, muitas comprometidas por pragas e outras cujos galhos impedem a visibilidade de motoristas em relação aos semáforos e placas de sinalização. A Secretaria Municipal de Proteção do Meio Ambiente (Sempma) corre contra o tempo, a falta de recursos e de equipamentos, para tentar solucionar o problema, ou, ao menos minimizá-lo. Somente na extensão da Fernandes Lima à Durval de Góes Monteiro, a Sempma catalogou 230 árvores durante pesquisa para saber quais precisariam ser suprimidas ou tratadas. Dessas, segundo o secretário David Maia, 113 estão sendo tratadas. As demais, 117, foram ou serão suprimidas e no local plantadas outras espécies.