Cidades
Exemplares passam por cirurgia para n�o tombar
O nome, por si, é sugestivo: Rua Augusta, mais conhecida como Rua das Árvores, uma das vias mais tradicionais de Maceió, localizada no centro da cidade. Traz em suas entrelinhas a beleza traduzida nas espécies que de tão antigas são tombadas pelo Patrimônio Histórico. Até aí, tudo bem. O problema é que as centenas de pessoas que circulam diariamente pela rua não percebem que as frondosas espécies, de troncos largos e folhas que dão sombra ao lugar o ano inteiro, escondem um perigo que mora bem perto. Atacados por cupins, que destruíram parte do tronco, alguns exemplares das árvores tiveram que passar por uma espécie de cirurgia para não tombar. Como não podem ser cortadas, já que são tombadas pelo Patrimônio, a saída foi encontrar um paliativo. ?Fizemos um enxerto utilizando concreto e armação de ferro nas que estavam com parte do tronco oco, ou seja, já haviam morrido. Dessa forma, preservamos a parte que continua viva, afastando o risco para a população?, diz o secretário municipal de Proteção Ambiental, David Maia. O trabalho, segundo ele, foi realizado pelo Núcleo de Monitoramento Arbóreo da Sempma, cujos profissionais estão percorrendo as ruas de Maceió numa ação efetiva para diagnosticar, tratar ou suprimir as árvores que apresentam riscos de desabar. Somente na Rua das Árvores são 30 espécies, que, além da beleza, fazem parte da cultura da cidade e se transformaram ao longo dos anos em cartão-postal de Maceió.