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Religiosos n�o se entendem e v�o � Justi�a por uso de espa�o na orla

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O impasse entre os grupos de matriz africana e neopentencostais permaneceu, ontem, em mais uma reunião promovida pelo Ministério Público Estadual para pôr fim à disputa pelo espaço da orla da Pajuçara. Após mais de quatro horas de reunião, desta vez com os dois grupos ao mesmo tempo, não houve acordo. O grupo autodenominado Movimento Débora de Joelhos (MDJ) anunciou que vai à Justiça com pedido de liminar para que a prefeitura mantenha a autorização concedida a ele em setembro passado, para que realize um show na Praça Multieventos. Na reação, os afrorreligiosos anunciam um ato público para a próxima sexta-feira, 4, em frente ao Fórum de Maceió, no Barro Duro. ?Também recorreremos à Justiça, para que respeitem uma tradição étnica, um rito quase secular do povo afro-brasileiro?, disse o professor Clébio Araújo, do Conselho Estadual pela Igualdade Racial e vice-reitor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal). Integrante do Coletivo Religioso de Matriz Africana, que reúne representantes de todos os terreiros de Alagoas, ele disse que ialorixás, babalorixás e filhos de santo se reunirão na porta do fórum, a partir das 9h, para defender o caráter sagrado do Dia de Iemanjá. Tradicionalmente, o espaço da orla de Maceió é utilizado por afrorreligiosos, que todo dia 8 de dezembro reverenciam Iemanjá, o orixá das águas. Só que o grupo MDJ insiste em fazer um culto de oração no mesmo dia e local. Uma das organizadoras, que se identificou como Sara Farias, disse que o evento não é uma ofensiva contra os terreiros de candomblé e umbanda, que há mais de 70 anos festejam essa data.

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