Cidades
Acessibilidade segue no papel em Macei�
No plano diretor de Maceió, o termo ?acessibilidade? é citado 24 vezes em todo o documento. Entretanto, na prática cotidiana, o que se encontra em diversos bairros da capital são calçadas obstruídas e fora do padrão. Se a maioria da população já sofre ao caminhar entre construções irregulares e carros estacionados nos passeios públicos, imagine os desafios encontrados pelos maceioenses portadores de deficiência física. Para a dona de casa e cadeirante Cícera Rocha, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência Física, celebrado ontem, não foi motivo para comemorações. Segundo ela, os desafios impostos pela falta de estrutura na cidade ainda são grandes. ?Definitivamente, não é fácil. A verdade é que ainda falta muito para que tenhamos uma cidade que possa ser identificada como acessível. O pior é que o sofrimento vem de vários lados. Sofro com os ônibus, com as calçadas e com a falta de respeito?, diz a dona de casa. Ela vive em uma residência adaptada no bairro do Vergel, bairro periférico da capital. Entretanto, ela conta que, da porta de casa para a rua, a realidade é muito mais difícil do que parece. ?O esforço para tornar a vida dentro de casa já é complicado, mas, quando preciso sair, é muito pior. As calçadas estão obstruídas e faltam rampas de acesso em quase todos os locais?. * Sob supervisão da editoria de Cidades