Cidades
Aedes Aegypti transmite dengue, zika e chikungunya
O Aedes aegypti estabeleceu uma verdadeira relação de força contra o ser humano. Pequeno em tamanho, o mosquito é gigante nos estragos causados ao homem. O inseto prolifera principalmente em países subdesenvolvidos, onde as condições de saneamento, limpeza urbana, habitação, educação e saúde são consideradas precárias. No Brasil, o mosquito encontrou habitat fácil, principalmente na região Nordeste, onde proliferou e vem deixando suas marcas, primeiro com uma epidemia de dengue, que se fortaleceu e se manifestou de diversas formas, e agora com o zika vírus, a febre chikungunya e a microcefalia. Sem um combate eficaz, o Aedes Aegypti encontrou formas de sobrevivência, se fortaleceu para larvicidas, fez morada até mesmo onde acreditava-se que ele não resistiria e constitui-se hoje em um desafio para o homem, que busca meios para não perder a batalha para um ?simples? mosquito. Os últimos números apresentados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) mostram que vencer essa batalha exige cada vez mais ações em todas as esferas, inclusive da população. De acordo com a Sesau, este ano, até o dia 30 de novembro, foram notificados 27.050 casos suspeitos de dengue em Alagoas. No mesmo período de 2014, foram 16.012 casos, ou seja, um aumento de 68,94%. Dentre esses casos, 103 foram classificados como suspeitos de dengue com sinais de alarme e dengue grave. Foram registrados ainda 21 óbitos relacionados à dengue. A doença, portanto, cuja ocorrência do vírus no País foi registrada em 1981-1982, em Boa Vista (RR), continua até hoje fazendo vítimas.