Cidades
Surto de microcefalia � tratado como trag�dia
Cinco séculos após os primeiros registros de sua entrada nas regiões tropicais e subtropicais do planeta, o Aedes aegypti deixa os profissionais da saúde no Brasil em sinal de alerta e impõe ao poder público uma mobilização contra o que pode se tornar uma calamidade: o nascimento em série de crianças com microcefalia causada pelo zika vírus , transmitido pelo mosquito. A comunidade científica também corre contra o tempo para estudar fatores ainda desconhecidos nesta que se tornou uma batalha entre o ser humano e um inseto. Qual a relação entre o zika vírus e a microcefalia? Como, e em quais circunstâncias, ele pode afetar mulheres grávidas a ponto de levá-las a conceber uma geração de crianças com sequelas para as quais a medicina não tem cura? Desde que o Ministério da Saúde (MS) confirmou a relação entre o vírus e os casos de microcefalia que aumentam dia a dia no País, sobretudo na região Nordeste, uma guerra vem sendo travada para chegar às respostas e a algo que possa conter o que já é considerado uma epidemia. Os números assustam. A falta de informações seguras sobre o que fazer para se prevenir, mais ainda. A região é marcada por índices sociais negativos em quesitos como saúde pública de qualidade, educação, moradia e limpeza urbana. Em Alagoas, bem como nos demais estados do Nordeste, os casos surgem em velocidade ascendente. O Estado ocupa o quinto lugar na região, com 73 casos suspeitos registrados até a semana que passou. Pernambuco lidera as estatísticas, com 646 casos suspeitos tendo sido registrados até a semana que passou. No estado vizinho, foi decretada situação de emergência.