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Alagoas registra 40 casos de nova s�ndrome transmitida pelo Aedes

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Além do aumento constante de casos de microcefalia (agora são 97), do surto de dengue, do zika vírus e da febre chikungunya, outra doença acendeu alerta de especialistas em saúde, por também ser uma consequência da picada do mosquito Aedes aegypti no ser humano. Embora a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) não confirme e não apresente dados oficiais, a Síndrome de Guillain-Barré já fez cerca de 40 vítimas em Alagoas. Ela ataca o sistema nervoso central e também é provocada pelas infecções decorrentes de enfermidades ligadas ao vetor. Os especialistas da área começam a identificar um aumento significativo de casos da síndrome, que pode provocar fraqueza muscular e paralisia dos membros. O médico hematologista e presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Wellington Galvão, informa que já há 40 notificações no estado desta síndrome. Como até então não há obrigação para que sejam notificados os casos da doença, Alagoas ainda não dispõe de números oficiais sobre o problema, mas o infectologista Fernando Maia afirma que entre os médicos já há consenso no aumento de casos. Ele também considera que o zika vírus tem contribuído para o crescimento de casos da doença, que requer internação hospitalar para tratamento. ?A Síndrome Guillain-Barré é a inflamação do sistema nervoso central e pode acontecer após a contaminação por doenças infecciosas, como é o caso da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus. A única prevenção que temos é acabar com o mosquito. Se antes a gente tinha uma razão para acabar com o Aedes aegypti, que era somente a dengue, agora temos três?, reforçou o infectologista.

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