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Bairros da parte baixa exigem maior aten��o

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Uma frente de batalha contra o Aedes aegypti, o mosquito que vem deixando profissionais de saúde e a população preocupados desde que foi apontado como transmissor do zika vírus, um possível causador da epidemia de microcefalia registrada no País, está sendo montada. A frente foi convocada pela Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), e já está nas ruas da capital com 388 agentes de saúde, que vão fazer o trabalho de porta em porta, casa em casa, atacando os focos do mosquito, alertando e conscientizando a população para a importância de se engajar na ?guerra? contra o Aedes. Ontem pela manhã, o secretário municipal de Saúde, José Thomaz Nonô, convocou a imprensa para uma coletiva, durante a qual anunciou de que forma a ação se dará e pediu o apoio de toda a sociedade no trabalho. Ele disse que as secretarias municipais de Proteção ao Meio Ambiente, de Educação e a Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió estarão juntas com a Saúde no trabalho. O secretário informou ainda que, ontem à tarde, iria se reunir com donos de construtoras para tratar do assunto, uma vez que, segundo ele, nas construções, principalmente na região da orla, foram encontrados focos do mosquito pelos técnicos da Secretaria de Saúde que estão percorrendo a cidade para eliminar criadouros. Ele afirmou que, mesmo contando com a parceria dos empresários, é preciso ações mais enérgicas no sentido de eliminar o Aedes. ?Os focos são os entulhos, que são naturais no processo de construção. Sempre fica ali um plástico, um balde, um pneu velho. Nós vamos, então, entrar também em todas as construções?, ressaltou. ÁREA NOBRE As ações vão percorrer toda a cidade, de acordo com Nonô, no entanto, as atenções estarão voltadas, principalmente, para a chamada área nobre, onde os índices de infestação predial detectados estão muito acima da média considerada normal pelo Ministério da Saúde (MS), que é de 3%. ?É na área nobre de Maceió que vamos centrar todos os esforços, porque os números dela são dez, 12, 15 vezes superiores ao restante da periferia?, afirmou. ?Na Ponta Verde e Pajuçara, no período de 23 a novembro, data da última coleta, foi detectado um índice de infestação predial de 7,9%. Em seguida, vem a Ponta da Terra, com 1,9%. Em bairros como o Santos Dumont, 0,4%. Já a média de Maceió é de 0,9%?, disse o secretário de Saúde de Maceió.

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