Cidades
Esmola atrapalha reinser��o social
José Francisco dos Santos Júnior é um dos centenas, talvez milhares, de cidadãos que estão em situação de rua. Ou seja, têm família, têm residência para onde regressar, mas preferem a vida errante da capital alagoana porque podem desfrutar de algumas ?vantagens?. Conseguem alimentação, embora inconsistente, além de ajuda monetária dos solidários patrícios mais abastados. ?A esmola, necessária ao sustento deles, explica por que muitos não têm interesse algum em regressar aos seus lares ou cidades de origem?, avalia a assistente social Alessandra Silva, coordenadora do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), no bairro de Jaraguá. Idealizado como referência na assistência multiprofissional aos cidadãos em situação de rua, o centro é o endereço que essa gente fornece às suas famílias. ?Aqui, sinto-me como se estivesse em casa?, comentou Júnior, sorridente. ?É muito diferente da comunidade onde me internei para tentar me livrar do vício das drogas?, ementou, com semblante alterado. Ele se referia a uma comunidade terapêutica do município de Marechal Deodoro. ?Ao invés do carinho, recebia ordem. Não aguentei e pedi para sair?, justificou. Livre das regras impostas pela casa de recuperação, Júnior reconhece ser muito difícil se libertar do vício. ?Tem droga em todo lugar. Todos os meus colegas são viciados. É muito difícil?, confessou.