Cidades
Uso de bicicleta gera economia no bolso
Outra prova contundente de que são os trabalhadores, em sua maioria autônomos, quem mais utilizam a bicicleta para se locomover pelas ruas da capital alagoana, pode ser obtida nas lojas de venda do produto, grande parte concentrada na conhecida Praça do Pirulito, na área central da capital. Ao ser peguntado qual a bicicleta que mais se vende no estabelecimento em que trabalha, o vendedor Felipe Alexsandro foi enfático ao mostrar um modelo utilizado no dia a dia de pedreiros, pintores, entregadores de encomendas. O preço da ?magrela? à vista: R$ 500. Na loja vizinha, a mais comercializada também seguia o modelo, que possui compartimento para transporte de mercadorias na parte dianteira e que custa entre R$ 650 e R$ 750. A diferença no preço varia de acordo com o tipo das peças. As fabricadas em alumínio, por serem mais leves e resistentes, têm maior valor de mercado. PERIGO Trabalhadores cruzam a cidade e convivem constantemente com o perigo. O pedreiro Cícero Francisco da Silva mora no Conjunto Village Campestre, no bairro Tabuleiro do Martins, e esta semana trabalhava em uma obra no Conjunto José da Silva Peixoto, no Jacintinho. Mais de 15 km separavam um local do outro e todo o trajeto, que incluía a Avenida Menino Marcelo, ele fazia de bicicleta. Ao ser questionado sobre como se sentia em circular pelas ruas da cidade, ele reconheceu ser perigoso, principalmente ?pela falta de respeito dos motoristas com os ciclistas?.