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‘Mais perigoso do que moto’

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Há três anos, o pintor da construção civil Manoel Arcanjo também utiliza a bicicleta para se locomover em Maceió. Circula da Ponta Verde, na orla, ao Tabuleiro do Martins. Para ele ir a qualquer ponto da cidade, basta subir na ?bike? e seguir viagem. A atenção deve ser constante, conforme disse, quando está nas ruas. ?Andar de bicicleta é mais perigoso do que de moto. Os motoristas não respeitam a gente. Não acho nenhum lugar seguro para pedalar. As avenidas não têm acostamento. Todas as ruas são perigosas. Andar bêbado é querer morrer atropelado?, alertou o pintor. De acordo com Antônio Facchinetti, presidente da Associação Alagoana de Ciclismo, no último ano houve redução no número de mortes de ciclistas em Maceió, mas, ressaltou ele, em 2013, conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde, houve crescimento de mais de 100% da quantidade de acidentes de trânsito envolvendo bicicletas. ?Os carros passam por cima das bicicletas. Os motoristas precisam respeitar os ciclistas. É preciso buscar formas para inibir abusos. Ainda falta muito para a cidade avançar na questão da mobilidade para quem anda de bicicleta. Estimamos que seriam necessários aproximadamente 600 km de ciclovias e ciclofaixas interligadas e atualmente dispomos de apenas 5% desse percentual?, reforçou Facchinetti. Ele, entretanto, elogiou a implantação, por parte da prefeitura, das áreas com faixas azuis pela cidade, exclusiva para o transporte público. Segundo o presidente da associação, essa medida também tem contribuído para a circulação das bicicletas e na redução do número de acidentes envolvendo ciclistas.

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