Cidades
M�dico aponta erros na batalha contra mosquito
O médico infectologista e professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Fernando Pedrosa não tem dúvida: é preciso montar uma força-tarefa de combate ao Aedes aegypti semelhante à que foi estabelecida por Oswaldo Cruz nos idos do início do século 20, quando um batalhão de agentes de saúde foi às ruas e, de casa em casa, conseguiu erradicar a febre amarela urbana. ?À época existia uma quantidade de pessoas proporcionalmente muito maior do que temos hoje trabalhando no combate ao mosquito?, ele diz, ao apontar para a necessidade de se investir com urgência em recursos humanos. ?Acho que houve um erro muito grande na estratégia de combate nesses últimos anos. Quando se diz que o Aedes veio para ficar e a gente não vai conseguir erradicar, isso é muito negativista?, diz e faz a crítica. ?Acredito que nós devíamos era pensar com o objetivo final de erradicar o Aedes aegypti. No momento que eu digo que não vou cumprir essa missão, obviamente que ela não vai acontecer nunca, porque existe a questão de estima, de acreditar. Se a gente como gestor de saúde já vai para a imprensa dizer que nós vamos conviver com o Aedes sempre, estamos nos colocando numa posição de derrotados. Derrotados para um mosquito, porque, enquanto ele estiver presente na sociedade, nós vamos ter essas epidemias porque há uma oscilação da presença dele muito grande, relacionada com um combate a mais ou a menos?, afirma.