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A��o deve ser sistem�tica e persistente

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A saída para erradicar o mosquito transmissor de doenças como a dengue, a chikungunya e o zika vírus, afirma o médico, é entrarmos num combate ?sistemático, persistente, contínuo?. Fernando Pedrosa aponta mais um problema nessa guerra contra o mosquito: o processo de municipalização da saúde. ?A municipalização gera alguma dificuldade. Por quê? Se a ação não é nacional, e tem município que cuida e município que não cuida, aí, do que adianta? Por exemplo: município A combate rigorosamente o mosquito e, a dez quilômetros, está o município B, onde pouca importância se dá à ação. O processo de colonização do mosquito é extremante rápido. As pessoas se deslocam muito dentro das cidades, entre estados e países, a possibilidade dele [o Aedes] ser transportado de um canto para outro é muito grande. Então, o combate tem que ser igual em todos os locais?, diz. Para agravar a situação, o médico afirma que há problemas ligados à mão de obra disponível para realização desse combate sistemático ao mosquito. ?São poucos funcionários que fazem a guerra ao mosquito, existem ainda os problemas trabalhistas, proteção política àqueles que fazem o combate. O município faz um concurso e às vezes o concursado é uma pessoa de nível superior que não quer estar batendo de porta em porta para combater o inseto. Sempre encontra uma forma, através de seus representantes, de ficar à disposição de um outro órgão. O município já tem poucos agentes e parte deles é beneficiada com sua lotação em atividades diferentes daquela para a qual foi preparado, então o município não pode contratar outra pessoa, substituir o servidor para fazer esse trabalho que é bater de porta em porta; entrar de casa em casa. Fica difícil?, lamenta.

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