Cidades
Ciclistas se arriscam em vias para ir ao trabalho
Muito tem se falado sobre os benefícios do uso da bicicleta como meio de transporte e de lazer. Prática de atividade física e esportiva, mobilidade urbana, zero poluição ao meio ambiente, entre outros fatores, estão sempre associados à ?magrela?, ou, se preferir, ?bike?, ?camelo?, ?bici? e tantos outros sinônimos que indicam sempre carinho e proximidade. Mas, para quem utiliza esses velocípedes de duas rodas diariamente para o trabalho, como é trafegar pelas ruas de Maceió? A resposta é praticamente unânime: falta de estrutura e riscos constantes no trânsito. A capital alagoana possui, atualmente, cerca de 30 km de ciclovias, a maior parte ainda situada na área nobre. Todos esperam por avanços no setor. A prefeitura do município, conforme divulgado pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), tem anunciado a realização de estudos para ampliação e interligação das ciclovias e ciclofaixas na cidade. Para quem utiliza a bicicleta no dia a dia ou mesmo para passeios em grupos, as chamadas ?bicicletadas?, a cidade ainda não dispõe de sinalização adequada, mesmo nos locais já determinados para esse meio de transporte, a exemplo das ciclovias na badalada orla da capital. ?A situação por aqui ainda é terrível. Falta estrutura na cidade para quem usa a bicicleta como meio de transporte. Na orla, por exemplo, um cartão-postal, nós temos várias travessias de pedestres cruzando a ciclovia, sem que haja sinalização alguma. Devia ser independente ou mesmo ter fiscalização, para que cada um cumpra as normas de tráfego?, declarou Antônio Facchinetti, presidente do conselho administrativo da Associação Alagoana de Ciclismo. Ao fazer relação com outras capitais nordestinas, ele citou como exemplo Aracaju, que já possui aproximadamente 100 km de ciclovias espalhadas pela cidade.