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Resist�ncia do Aedes intriga pesquisadores

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A pesquisadora Cláudia Lins não tem dúvida de que o Aedes se fortaleceu desde que ?desembarcou? em território brasileiro, vindo nos primeiros navios negreiros que aqui aportaram. ?Fortaleceu-se na capacidade adaptativa. É um inseto que instiga muito os pesquisadores. Logo quando foi introduzido, só era encontrado em água totalmente limpa. Em esgoto, de forma alguma. Mas hoje a gente já sabe que ele é encontrado em ambientes com água poluída, desde que apresente um certo teor de oxigenação?, ela diz. Ela segue apontando para os riscos gerados com o fortalecimento do mosquito. ?No começo só picava de manhã e nas pernas. Hoje, o dia todo, e até no crepúsculo. É um mosquito ?inteligente?. Está onde o homem está. A força dele está na força do homem. Na modificação que o homem faz do meio ambiente. Então, quanto mais o homem modifica, mais ele se fortalece biologicamente. Adapta-se muito bem a qualquer tipo de criadouro e agora a qualquer tipo de água. Lógico que a gente não vai encontrar em esgoto com teor baixo de oxigenação, como é comum encontrar a muriçoca (Culex), mas aquela água que tem um pouco de oxigênio, mas que é suja, encontra?, alerta. De tão resistente, até os larvicidas para matar o Aedes ?ficaram mais fracos?, segundo atesta a professora e pesquisadora Cláudia Lins. ?É a questão da adaptação que os organismos fazem, lutando pela sobrevivência. A gente sabe que com mosquitos isso é muito comum. Ocorre que as várias gerações podem estar efetuando pequenas mudanças genéticas, para sobreviver ao meio, esse é o principal mecanismo de resistência dos insetos aos inseticidas. Por isso que alguns inseticidas tornaram-se, sim, mais fracos?.

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