Cidades
Marrom completa 25 anos de ocupa��es e se diz decepcionado
Uma das lideranças mais antigas dos movimentos de trabalhadores rurais sem terra de Alagoas, Marcos Antônio da Silva, conhecido como ?Marrom?, integra a lista dos ameaçados de morte por dedicar a vida em defesa da reforma agrária. ?Entrei no movimento agrário em 1990. Naquela época, meus pais diziam que a solução do Brasil era a reforma agrária. Entrei no MST e liderei ocupações em vários estados. Completei 25 anos de caminhadas, vivi boa parte do tempo escondido para não morrer e ainda não consigo ver o sonho da reforma agrária concretizado?, lamentou. Nessa trajetória, ?Marrom? passou 12 anos no MST, saiu e ficou oito anos no MLST (Movimento de Luta dos Sem-Terra). Há cinco anos está na direção da Via do Trabalho, movimento que aglutina trabalhadores rurais sem terra da zona canavieira e de outras áreas rurais. Ao fazer o balanço dos oito anos do governo do presidente Lula e de cinco da presidente Dilma Rousseff, não escondeu a decepção. ?Eu achava que o Partido dos Trabalhadores faria a reforma agrária como todo mundo sonhava. Mas, infelizmente, o PT não teve coragem de mexer com o latifúndio, que sempre teve a proteção do Poder Judiciário?, avaliou Marrom.