Cidades
Projeto prev� destina��o de 11 mil hectares a agricultores sem terra
Ao explicar como pretende assentar 2 mil famílias de trabalhadores rurais e promover a reforma agrária a partir de 2016, a superintendente do Incra/AL disse que existe um projeto em fase adiantada que vai destinar mais de 11 mil hectares para os acampados. Isso foi possível em virtude da falência do Grupo João Lyra. O Incra está de olho nas terras e tem o apoio da Justiça de Alagoas. O juiz que está com a questão falimentar do grupo JL, Flávio Borba, autorizou a autarquia federal a fazer vistorias nas terras. Isso estimulou o Incra a implantar, em 11 mil hectares da Usina Laginha, um dos maiores projetos de reforma agrária, que prevê assentamento, acompanhamento técnico, processamento e condições de escoamento da produção. Na verdade, esse é o sonho que as 13 mil famílias assentadas nunca viram materializado. Sobre a demora e a lentidão da reforma agrária, Lenilda ? que já presidiu o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal) ? diz que o estoque de terras para assentamento é pequeno no Estado. Ao justificar por que não consegue agilizar a desapropriação, ela lembrou: ?A disputa pela posse da terra é grande. Em 2015, não conseguimos nenhuma desapropriação de terras, e o órgão trabalhou com o processo de compra e venda. Mesmo assim, não avançamos?, admitiu. Nos 11 mil hectares da usina Laginha, o Incra estuda a possibilidade de assentar as famílias de sem-terra de oito movimentos daquela região da Zona da Mata. No entanto, o órgão ainda não tem projetos claros de como se darão os assentamentos. ?Nós temos cerca de duas mil famílias na região para serem assentadas. Vamos ver como iremos trabalhar, porque é uma região diferente. Se a gente fizer um projeto específico numa região onde se tem água para desenvolver projetos hidroagrícolas, onde há perspectivas de agroindústria, onde se tem acompanhamento e assistência técnica para projetos especiais, é possível assentar mais famílias naquele espaço de terra?. Os oito movimentos de trabalhadores sem terra cobram o assentamento prioritário dos que vivem em barracas de lona, que moravam nas agrovilas da zona canavieira e foram dispensados com indenizações que inviabilizaram a vida deles.