Cidades
Cremal quer tirar m�dicos do PAM
O Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal) promove, na próxima quinta-feira, em Maceió, reunião plenária para deliberar acerca da possível aplicação da interdição ética, proibição legal imposta aos mais de 100 médicos de continuarem trabalhando no Posto de Atendimento Médico (PAM) Salgadinho. O local está em reforma desde novembro de 2015, quando os médicos decretaram greve em protesto contra a precariedade do prédio. ?O local ainda não oferece condições de segurança a médicos e pacientes. Para protegê-lo, é possível interditar, proibir sua atuação nestas condições?, avisou o médico Fernando Pedrosa, presidente do Cremal. O secretário de Saúde, José Thomaz Nonô, disse, no entanto, não poder frustrar o desejo da maior parte dos servidores que quer trabalhar e fazer jus ao salário que recebe. ?Não posso jamais frustrar a maioria que quer trabalhar e fazer jus aos seus rendimentos. Se fizerem isso, não tenho outra alternativa senão fechar o PAM Salgadinho e transferir imediatamente todos os servidores, incluindo os médicos, para os 68 postos de saúde espalhados pela cidade. Aí, a secretaria exigiria o cumprimento total da jornada de trabalho, seja de servidores, seja de médicos?, alertou Nonô. A possível adoção da inédita interdição do trabalho médico, pelo menos em Alagoas, é resultado de pedido de providências do Sindicato dos Médicos (Sinmed). À Gazeta, o presidente da entidade, médico Wellington Galvão, confirmou ter pedido nova fiscalização quanto às condições de trabalho dos integrantes da categoria. ?Desde o começo da greve, há mais de quatro meses, que a gente cobra melhores condições de trabalho. Recentemente, denunciamos a precariedade outra vez. O fato é que o PAM Salgadinho não oferece condições ética e técnica de trabalho, atualmente?, explicou Galvão.