Cidades
M�e de candidato com hidrocefalia vai � Justi�a
Depois de seis horas de prova, no segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a mãe recebeu o filho e candidato à universidade acompanhado da fiscal, que empurrava a cadeira de rodas. Na despedida, a fiscal beijou a testa de Luiz Felipe Alves Pereira, de 20 anos, que tem hidrocefalia. O jovem de Arapiraca escreveu 30 linhas exigidas pela redação do Enem e, mesmo diante das limitações cognitivas, participou dos dois dias de prova acompanhado de um ledor, transcritor, além do fiscal de sala. No dia 9 de janeiro, com a divulgação do resultado das provas, as expectativas de Luiz Felipe e Mônica, a mãe, não seguiram adiante. O garoto recebeu nota zero na redação, o que o desclassifica, automaticamente, da disputa por uma vaga na universidade por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). ?Aquela nota foi difícil de digerir. Aliás, a ausência dela?, desabafou Mônica nas redes sociais. Ela contou que na inscrição do filho no Enem preencheu o cadastro do Ministério da Educação (MEC) informando a discalculia (dificuldades de compreensão matemática), dislexia (dificuldade de leitura e escrita), deficit de atenção, além do uso de cadeira de rodas. ?Felipe sempre teve avaliações diferenciadas, que contemplavam as habilidades e competências dele. Se o MEC deu essa abertura de inscrição e permitiu que a prova fosse feita, as limitações de aprendizado devem ser respeitadas?, opinou Mônica.