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AL fica em 3� no ranking da gravidez precoce

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O Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSus) revela que 29,10% dos partos registrados em Alagoas são de meninas entre 10 e 19 anos, acima da média nacional, que é de 20%. Dos 43.679 partos realizados no Estado, 12.711 se enquadravam nessa faixa etária. Alagoas só perde para os estados do Pará (29,96%) e Amazonas (29,22%). Dos 12,4 milhões de partos realizados anualmente no Brasil, mais de 474 mil (20%) são entre mulheres de 10 a 19 anos de idade, o que preocupa as autoridades por causa dos riscos à saúde da jovens mamães. A maioria das mulheres que deram à luz muito jovens não planejaram suas gravidezes. Aliás, o Brasil registra a cada ano uma média de 235 mil gestações não planejadas. Essa realidade tem um custo de mais de R$ 540 milhões anuais, sendo R$ 2.293,00 por gestação, em média. O impacto dos partos de mulheres de pouca idade não é apenas econômico, mas social também. 30% das adolescentes engravidam novamente no primeiro ano pós-parto, e entre 25% e 50%, no segundo pós-parto, dificultando a reintegração da mãe à escola e ao trabalho. Entre as adolescentes que têm filhos, 75,7% não estudam e 57,8% não estudam nem trabalham. Pesquisa realizada pelo Banco Mundial mostra, por exemplo, que cada ano adicional de estudo de uma adolescente aumenta sua renda potencial futura entre 15% e 25%. Outro problema associado à gravidez precoce é a incidência de mortalidade infantil, quatro vezes maior, em média, quando comparada à de mães com idade acima de 20 anos. Tal fato se deve principalmente ao aumento da prematuridade e do baixo peso ao nascer.

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