Cidades
Servidores criam agenda contra medida
O Sindicato dos Trabalhadores em Previdência Social (Sindprev) promete intensificar ainda mais a mobilização para que o PAM Salgadinho não feche as portas. Conforme o diretor financeiro da entidade, Cícero Lourenço, a programação vai incluir manifestações, atendimentos nas ruas, denúncias aos órgãos públicos, como também um grande abaixo-assinado no Estado e discussões com demais prefeitos, já que boa parte da população do Estado, que depende do SUS, passa pelo PAM. ?A nossa compreensão é de que é muito mais fácil fechar, utilizar-se da recomendação do Conselho de Medicina e dizer que foram os médicos que fecharam o PAM do que investir para melhorar o posto. Só que estamos trabalhando para que isso não aconteça?, disse Cícero. Ele comenta que, desde quando a greve dos médicos foi deflagrada, vários acordos foram feitos. ?Atendemos ao apelo do Tribunal de Justiça de continuar atendendo com 50%, porque não queríamos deixar dez mil pessoas sem atendimento nesse posto. Fizemos um acordo com o município de recuperar um bloco a cada trinta dias e até agora nem começou. Junto a isso, pedimos que fossem instrumentalizadas as condições de trabalho, como não faltar luva, esparadrapo, soro fisiológico, que são necessários para atender à população. E, hoje, continua faltando. O município utilizou-se dessa recomendação do Cremal, ao invés de ter a capacidade de mostrar resultado. Mas o que apresentou para os servidores foi o fechamento do posto e a redistribuição para outros postos. Isso tudo sem conversar com os trabalhadores. Só pode acontecer dessa maneira se passar pela decisão judicial, já que a greve está sub judice?, informou.