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Com superlota��o, Macei� enviar� corpos para Arapiraca

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A superlotação nos cemitérios de Maceió vai forçar o Estado a enterrar, amanhã, 15 corpos de indigentes na cidade de Arapiraca. A situação ficou ainda mais caótica depois que o cemitério Divina Pastora, no Rio Novo, que sepulta cadáveres não identificados, também ficou sem vagas, o que acabou refletindo no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió. O acordo de enviar os corpos para Arapiraca saiu de uma reunião, ontem, entre o Ministério Público (MP), a Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) e IML. “A situação no IML de Maceió é caótica. Hoje, temos 12 gavetas e o dobro de corpos. Como a conta não fecha, temos que deixar até dois corpos em cada gaveta, o que é totalmente inviável. Uma das saídas, de imediato, foi fazer um acordo com Arapiraca e enterrar corpos em um cemitério público de lá?, declarou Fernando de Paula, diretor do IML. Já a SMCCU afirmou, no encontro, que uma das saídas para tentar diminuir o problema de corpos enterrados em covas rasas e a exposição de muitos deles no cemitério Divina Pastora, que tem cerca de mil indigentes enterrados, têm sido o ossário que foi feito no cemitério São José, no Trapiche da Barra. O superintendente Reinaldo Braga disse que o problema nos cemitérios da capital se arrasta há 40 anos e Maceió não tem recursos para a construção de novos espaços para atender à grande demanda. Por conta do problema, Reinaldo Braga avisou que a capital, a partir de agora, não enterra mais nenhum corpo que não seja procedente de Maceió. ?Quatro décadas se passaram e nada foi feito. Infelizmente, hoje, Maceió não tem uma solução à mão para resolver o problema. O que podemos fazer foi desinterditar o cemitério São José para criar um ossário porque a crise, pelo menos a curto prazo, nos impede de construir um novo cemitério, por exemplo?, disse o superintendente da SMCCU.

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