Cidades
Fluxo de corpos no IML ter� de ser controlado
Uma reunião, agendada para hoje, deve formular o fluxo de corpos para serem levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Maceió. A decisão será tomada entre a Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) e a direção do IML. O acordo firmado será remetido ao promotor Flávio Gomes da Costa, da 62ª Promotoria de Justiça da Capital. O entendimento foi programado para evitar superlotação de cadáveres de indigentes nas gavetas do instituto, que é gerado pela falta de espaço para enterrá-los nos cemitérios públicos de Maceió. O espaço que, até o momento, recebia esses corpos para sepultamento, o Cemitério Divina Pastora, no bairro de Rio Novo, está superlotado. Semana passada, o Ministério Público (MP) foi ao Divina Pastora depois que recebeu a denúncia de que restos mortais estavam sendo devorados por urubus. No local, o promotor Flávio Costa viu ossadas expostas, e algumas até carbonizadas. O caso foi debatido numa reunião, convocada pelo MP, e vários pontos foram acordados. Um deles foi justamente criar uma estratégia para recolhimento dos corpos dos indigentes no IML de Maceió. ?Vamos apresentar de novo a nossa sugestão para a questão do fluxo para evitar a superlotação nas gavetas do instituto. Queremos que sejam utilizados cemitérios da Grande Maceió, que seja construído um novo cemitério e um crematório público?, disse o diretor do IML de Maceió, legista Fernando Daniel de Paula.