Cidades
Sobe para 175 n�mero de casos de microcefalia em AL
O Centro Estadual de Informação Estratégica de Vigilância em Saúde (Cievs) divulgou, ontem, novo boletim epidemiológico sobre a microcefalia em Alagoas, relacionada ao vírus Zika. No documento consta que já são 175 casos suspeitos, sendo 173 em recém-nascidos e dois casos intrauterinos, cujos bebês ainda não nasceram. Segundo o relatório, dos casos suspeitos sob investigação, três vieram a óbito. Os dados referem-se aos casos notificados depois que o Ministério da Saúde (MS) decretou situação de emergência em saúde pública de importância nacional. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) vai iniciar, após o carnaval, a capacitação de profissionais. Serão fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos responsáveis pela estimulação precoce em crianças com microcefalia. O objetivo é tornar os profissionais habilitados a realizar a estimulação nas crianças diagnosticadas com microcefalia até o terceiro ano de vida, contribuindo para amenizar as sequelas da má-formação do cérebro, decorrentes da anomalia. Alagoas permanece na 5ª posição no ranking nacional de casos suspeitos de microcefalia. O MS ainda irá lançar as diretrizes para a realização desse trabalho, na campanha de conscientização, mas o Estado irá agilizar esses atendimentos. Logo após o carnaval, a capacitação dos profissionais alagoanos deve começar. A ideia é preconizar a atenção básica e estimular a realização precoce, no intuito de desenvolver o recém-nascido, com a ajuda de profissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da Família. Os números nacionais também foram divulgados ontem. O MS, em novo boletim, informou que o País já ultrapassou 4 mil casos suspeitos de microcefalia relacionados ao vírus Zika, desde 2015. São mais de 200 casos suspeitos, registrados toda semana. O governo decidiu que o centro da estratégia de combate será o Rio de Janeiro, indo até agosto, mês em que se iniciam as Olimpíadas. *Sob supervisão da editoria de Cidades