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Auditores do trabalho entram em greve

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Os 37 auditores fiscais do Trabalho em Alagoas, em greve geral há 21 dias, resolveram interromper, ontem, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, a fiscalização das denúncias de que empresas não cumprem com a legislação trabalhista. A radicalização tem por finalidade pressionar o Ministério do Planejamento por melhores condições de trabalho e também pela reposição das perdas inflacionárias ao seus salários. ?A sede da Superintendência do Trabalho aqui na capital está sucateada, caindo aos pedaços, cheia de infiltrações. O quadro de servidores é reduzido. Isso inviabiliza muitas das ações de fiscalização em todo o território estadual?, afirmou à Gazeta de Alagoas, ontem, por telefone, o auditor fiscal Lívio Cavalcanti Gomes. ?Em todo o País, estamos reagindo à precarização das condições de trabalho?, justificou. Serviços como a homologação de rescisão de contratos de trabalho, fiscalização do depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), combate ao trabalho escravo e infantil, dentre outras ações previstas na legislação trabalhista, foram suspensos com a interrupção da fiscalização. Mesmo assim, 30% dos serviços de fiscalização estão mantidos, mas com uma condição imposta pelos grevistas: os chamamentos (denúncias de trabalhadores) devem se enquadrar em situação iminente de risco e atraso salarial. Ou seja: se não houver urgência, a fiscalização somente entra em cena, nesses casos, depois do fim do protesto.

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