Cidades
Artes�os est�o apreensivos
Após saberem que o prédio no qual estão instalados pode ir a leilão no próximo mês, os artesãos e os comerciantes do tradicional Mercado de Artesanato, localizado na região central de Maceió, estão preocupados com o futuro. Isso porque, até o momento, segundo eles, ainda não há nenhuma posição concreta nem da prefeitura e nem da Procuradoria Geral do Município (PGM). ?É muito preocupante o que está acontecendo. Não sabemos o que será feito com todos os trabalhadores que estão aqui e, por isso, há uma expectativa muito grande sobre o nosso destino?, lamenta a permissionária Eliane Gomes, há 18 anos no local. Segundo as primeiras informações, o prédio no qual Eliane e mais 280 pessoas trabalham poderá ser leiloado caso a prefeitura não consiga reverter a decisão judicial resultante de uma ação da empresa Pirâmides Construções. Até então, os informes divulgados dão conta de que uma ação no valor de R$ 52 mil está sendo movida contra a Companhia de Obras e Urbanização de Maceió (Comurb). ?Entramos em contato com a Secretaria Municipal do Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária (Semtabes) e eles disseram que estão tentando resolver a situação. No entanto, até a questão ser resolvida, os permissionários não sabem o que fazer?, completa Eliane Gomes. A decisão do magistrado juiz Ayrton Tenório estabeleceu o mês de fevereiro como período-limite para realização do leilão. Atualmente, conforme a administração do mercado, o prédio do Mercado do Artesanato está avaliado em R$ 6,5 milhões. Outro permissionário que lamentou a situação foi Walker Almeida, 57. Segundo ele, diversos colegas estão assustados com a decisão, uma vez que a notícia surgiu do nada. ?Tivemos uma primeira reunião com a categoria e com a Semtabes e houve um entendimento que a situação não é boa para nenhum dos lados. Muita gente, inclusive, tem perdido o sono, pois muitos dependem exclusivamente da renda que tiram daqui para sobreviver. A situação é bem complicada e esperamos que tudo se resolva o mais rápido possível?, explica. * Sob supervisão da editoria de Cidades.