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Demiss�es geram manifesta��o

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Na manhã de ontem, o Sindicato dos Servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União em Alagoas (Sindjus/AL) realizou um ato público diante do prédio-sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT/AL), em frente à Praia da Avenida, contra as demissões provocadas devido ao corte no orçamento do Poder Judiciário Federal. Funcionários terceirizados da empresa Ativa Serviços Gerais, da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal) e da Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais (AAPPE) estão sendo demitidos. Maria Selma da Silva Rocha, encarregada do setor de manutenção do TRT/AL e da Ativa, está sendo demitida após dez anos de trabalho. Segundo ela, quase 50% do pessoal da limpeza e da manutenção está indo para a rua. ?São mais de 60 pessoas sendo demitidas e ninguém quer chegar a um acordo para impedir essa situação. Estamos sendo penalizados. Tentamos inclusive pedir que somente os mais recentes fossem demitidos. Mas não é assim que está funcionando. Gente que entrou em maio de 2015 vai ficar?, disse Maria Selma. Paulo Falcão, coordenador-geral do Sindjus/AL, afirma que a política de ajuste fiscal tem penalizado os trabalhadores e a população, com a redução do orçamento da União em áreas consideradas essenciais, como a Saúde, a Segurança e a Educação. Ele também reclamou da questão da recomposição salarial de dez anos, que levou a uma greve no ano passado que durou quatro meses. Sobre as demissões, o diretor-geral do TRT, Guilherme Falcão, disse que no final do ano passado, ao votar o Orçamento da União para 2016, o Congresso Nacional efetuou um corte médio de 29% no orçamento da Justiça do Trabalho.

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