Cidades
Ver�o exige cuidados extras com a sa�de
Se para algumas pessoas a estação mais quente do ano é sinônimo de férias, diversão e bem-estar, para outras, o período é de preocupação. É o caso, por exemplo, da nutricionista Leda Ramires, mãe de três crianças, que, no último verão, passou parte de suas férias entre consultas e farmácias. ?Como de costume, levei meus filhos para a praia, mas esqueci de tomar mais cuidado com a saúde deles. O resultado foi que, com a chegada das altas temperaturas, um deles acabou tendo uma micose, além de ter ficado desidratado?, conta a nutricionista. O caso de Leda, apesar de parecer um fato isolado, é muito mais comum do que se imagina. Conforme médicos e especialistas, o calor proporciona condições ideais para o aparecimento de sintomas e doenças que podem afetar a saúde de qualquer pessoa. Além da maior perda de líquidos, o corpo fica mais exposto a contrair problemas de pele. As micoses de pele e unha são outras patologias que aumentam nesta época, isso por serem tipos de doenças causadas pela presença de fungos, organismos que gostam de ambientes úmidos. ?São comuns em pessoas que suam muito ou ficam muito tempo com pé fechado em calçados. Importante dizer que o fungo é cosmopolita: está em qualquer lugar e, se der chance, ele vai crescer?, explica a dermatologista Márcia Ribeiro. Segundo a especialista, há três tipos de fungos: os antropofílicos (que passam de homem para homem), os zoofílicos (que vivem em animais, mas também podem ser transmitidos aos humanos) e os geofílicos (que estão no ambiente, como a areia da praia e também é transmissível). O último costuma gerar reação inflamatória mais intensa. * Sob supervisão da editoria de Cidades