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Doa��o de �rg�os ainda � um tabu para alagoanos

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Crença religiosa, manutenção do corpo íntegro e desinformação sobre o assunto são alguns dos entraves mais comuns enfrentados por profissionais que trabalham para conseguir órgãos para doação em Alagoas. A recusa das famílias em permitir a doação não escolhe classes sociais e níveis de educação. Vai de um magistrado, está entre médicos e atinge, também, o cidadão considerado comum. As informações fazem parte da realidade dos trabalhadores da Central de Transplantes do Estado, que funciona no Hospital Geral do Estado (HGE). Com média de 3 milhões de habitantes, Alagoas deveria atingir meta anual de, pelo menos, 30 doações. Em 2015, por exemplo, esse número chegou somente a 7, dois a menos do que no ano anterior, quando o Estado registrou 9 doadores. Atualmente, segundo a coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, a mineira Carmem Alice de Assis Dantas, há 353 pessoas na fila em busca de um órgão: são 212 pacientes à espera de um rim; 138 esperam para conseguir uma córnea e outros três aguardam por um coração. Ainda no ano passado, somente duas pessoas receberam corações novos, dez saíram da fila de transplante por um rim e, a doação mais comum, 86 pacientes tiveram a visão restabelecida por novas córneas. Rim, córnea e coração são as doações múltiplas que Alagoas está habilitado a fazer. Além deles, os profissionais locais estão aptos para retirar fígados e encaminhá-los para outro estado.

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