Cidades
Deixar claro que � doador pode ajudar a convencer a fam�lia
Não é garantia de absolutamente nada. Mas deixar claro, quando em vida, que, em caso de morte, a pessoa é doadora de órgãos ajuda as equipes que trabalham com a doação a convencer a família que sofre ali em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) ou que se encontra em um necrotério. Quem garante é a assistente social da Central de Transplantes de Alagoas, Lisieaux Ferro, que vive o dia a dia dos transplantes há oito anos. Para ela, as campanhas veiculadas pela mídia servem como referência, mas o Brasil é um País continental e os inúmeros mitos ? como visão religiosa, a necessidade de enterrar o corpo intacto, entre outras ? acabam atrapalhando. ?Deixar documento assinado não tem validade nenhuma. Às vezes somos potenciais doadores, esquecemos de conversar com as famílias. Também avisar a um pai, mãe ou esposa, por exemplo, não vai garantir ao doador que sua vontade seja respeitada pelos familiares. Mas, se você comenta em seu local de trabalho, em roda de amigos a vontade de ter órgãos doados é um componente positivo a mais para as equipes de médicos, assistentes sociais e psicólogos que fazem esse trabalho de persuasão. Para isso, ainda, é essencial que os profissionais estejam cada vez mais capacitados para o convencimento?, destacou Lisieaux Ferro. Ela lembra que uma abordagem benfeita pelas equipes responsáveis no processo de doação pode não surtir efeito em um primeiro momento, mas deixa a semente da doação plantada.