Cidades
M�dico que recebeu um rim critica forma como campanhas s�o feitas
Sofrendo com uma doença hereditária, Olíria conversou com a reportagem da Gazeta, após mais uma sessão de diálise. A dona de casa está na fila de espera por um rim há dois anos, mas deixou o cadastro em Alagoas e hoje aguarda pelo órgão entre os pacientes de São Paulo. Olíria afirma reconhecer a dificuldade para as famílias em aceitar fazer a doação de um órgão, mas diz que, em Alagoas, as poucas atitudes que fazem outras pessoas sobreviverem têm a ver com a cultura local. ?Infelizmente, toda minha família sofre com rimpolicisto. Eu comecei a perder as funções do meu órgão há oito anos, e, desde 2013, entrei na fila para doação. Mas aqui, em Alagoas, o problema é que os doadores são poucos porque faz parte da cultura daqui. Sei que é difícil pensar em doação em casos onde a morte, por exemplo, foi trágica. Entendo que é doloroso. Mas se doarmos vamos salvar a vida de outras pessoas e ter um pedacinho de quem amamos em outro ser?, destacou, lembrando que já esteve perto de fazer a cirurgia para ter um novo rim, mas outro paciente à frente dela na fila tinha mais urgência. TRANSPLANTADO Apesar de não ter permanecido em fila de espera, o médico e pneumatologista da Santa Casa de Maceió, Artur Costa Neto, 54, sabe bem o que é precisar de uma doação de órgão para continuar vivo. Em 2009, problemas nos rins o levaram a ir a um especialista: o diretor-médico da Santa Casta ouviu do colega que só um transplante resolveria o problema dele. Como o caso não precisa de um cadáver para doação, Artur Neto teve de um de seus irmãos a doação do rim.