Cidades
Produtores n�o t�m acordo no pre�o do leite
Não houve acordo na reunião realizada, ontem, entre os produtores de leite do Estado e representantes da indústria, para rediscussão do preço do litro do produto. Os produtores reclamam que atualmente a indústria paga R$ 0,40 por litro, mas em novembro do ano passado o valor era de R$ 0,48. Segundo o presidente da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas, Ricardo Barbosa, os produtores estão pagando para produzir, pois têm gasto médio de R$ 0,55 por cada litro de leite. Os representantes da indústria alegaram que o consumo foi reduzido. Entretanto, os produtores disseram que essa afirmação não tem fundamento, pois as empresas estão trabalhando com 50% da capacidade de produção da Bacia Leiteira do Estado. ?O que está havendo é um grande cartel das indústrias. Eles acertaram que em 15 dias faremos uma nova reunião, para que em março saia uma decisão final sobre o preço do litro de leite. Nossa proposta é que eles voltem a pagar, pelo menos, o valor de R$ 0,48 que nós recebíamos?, frisou Barbosa. Ele informou que se não houver acordo, os produtores vão se mobilizar e procurar a Assembléia Legislativa do Estado (ALE), para que seja criada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com o intuito de investigar o cartel existente no setor. ?Atualmente o produtor recebe 27% do preço final do litro de leite. Para onde está indo todo esse lucro??, indagou Ricardo Barbosa, acrescentando que há seis anos o produtor recebia 50% do preço final do leite. Para amenizar a crise da Bacia Leiteira, os produtores pretendem procurar os prefeitos e o governador, para propor que o leite passe a ser comprado diretamente dos produtores. ?Além disso, vamos desencadear uma campanha para aumentar a quantidade de pequenas fábricas e, conseqüentemente, elevar a produção e o consumo do leite tipo C. Trata-se de um produto mais barato que o Longa Vida e mais saudável. Dessa forma, vamos fomentar o emprego no campo, reduzir o êxodo rural e nutrir melhor a comunidade com um produto mais nobre?, ressaltou Ricardo Barbosa. (CM)