Cidades
Zika v�rus � a nova amea�a aos foli�es
Carnaval é tempo de alegria, sem dúvidas. Para muitos, tempo de dar asas à liberdade, brincar, dançar, namorar, viajar, esquecer os problemas e cair na folia. Mas o que ninguém pode esquecer é dos cuidados para evitar consequências indesejáveis dessa euforia que se instala de Norte a Sul do País, durante o chamado reinado de Momo. E entre as tradicionais e já conhecidas preocupações da época, como a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis e os riscos de uma gravidez não planejada, uma mais recente se insere na lista e ganha destaque: o carnaval é também um período fértil para a proliferação do zika vírus, apontado como o responsável pela grande incidência de casos de microcefalia em várias regiões do País. O alerta já foi feito dias atrás pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI): por diversos fatores que se misturam nesta época festiva, o carnaval foi citado como uma mistura explosiva para a disseminação do mosquito Aedes aegypti e das doenças por ele transmitidas ? a zika, a dengue e a chikungunya. Situações deixadas por quem viaja para longe de casa; o descuido com o lixo gerado nas ruas e a maior possibilidade de chuvas no período criam o ambiente propício à proliferação do mosquito. Aliado a isso, o grande número de turistas circulando nas cidades com tradição carnavalesca ? algumas delas com altos índices de infestação do mosquito e de registro das doenças por ele transmitidas ? acaba formando uma corrente condutora que pode trazer ou levar esses vírus a locais onde eles ainda não são uma ameaça, dentro e fora do Brasil.