Cidades
MP e Defensoria P�blica cobram explica��es
A falta de atendimento para parturientes em maternidades que atendem por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), em Maceió, resultou ontem em manifestações do Ministério Público Estadual (MPE) e da Defensoria Pública do Estado de Alagoas, que cobraram explicações da prefeitura da capital e do governo do Estado sobre o cumprimento da decisão judicial que obriga, desde 2014, a oferta de atendimento gratuito e de qualidade para gestantes em todo o Estado. A mobilização dos dois órgãos aconteceu após um grupo de 10 grávidas procurar a polícia, na madrugada da última quarta-feira, para garantir a entrada em hospitais da capital. Na lista das maternidades que, segundo a denúncia feita na Central de Polícia, deixaram de atender às gestantes, constavam a Nossa Senhora da Guia, Nossa Senhora de Fátima, Hospital Santo Antônio e Hospital Universitário. As mulheres somente conseguiram o atendimento no Hospital do Açúcar após a intervenção policial. Diante da situação, o secretário de Saúde de Maceió, José Thomaz Nonô, também se posicionou com relação à questão e assegurou que a prefeitura tem ?cumprido com responsabilidade a contratualização e o termo de compromisso mantidos com os hospitais e maternidades da capital para atendimento materno-infantil pelo Sistema Único de Saúde (SUS)?. Thomaz Nonô garantiu que a pasta estaria em dia com o repasse de recursos financeiros dos hospitais contratualizados e ainda que manteve o Complexo Regulador a Assistência (Cora) funcionando cem por cento, 24h, todos os dias de carnaval, cumprindo o que estabelece o mapa da vinculação das maternidades. O secretário informou ainda que o município conta com 262 leitos contratados e que, diante do posicionamento e da atuação da prefeitura, não haveria motivos para os hospitais e maternidades deixarem de atender às gestantes.