Cidades
Governo mant�m demiss�o no Lifal e MPT diz que vai � Justi�a
Numa audiência, ontem, no Ministério Público do Trabalho (MPT), o governo manteve a demissão de cerca de 80 servidores do Laboratório Farmacêutico de Alagoas (Lifal), reafirmando posição manifestada na reunião anterior, realizada no último dia 3. Diante da assertiva, o procurador Rodrigo Alencar, que mediou a audiência, anunciou que vai ajuizar ação contra o Estado. Ele não descartou representar também por medidas administrativas e penais. Na audiência, a presidente do Lifal, Sandra Menezes, disse que as demissões são consequência da crise financeira que o laboratório atravessa e que não há condições de revertê-las. ?A dispensa de todos os servidores do Lifal está mantida. Não haverá qualquer modificação, pois se trata de uma decisão de governo?, afirmou ela, logo no início da audiência. Segundo Sandra Menezes, o laboratório não tem condições financeiras de manter a estrutura atual e o recurso disponível é suficiente apenas para pagar as verbas rescisórias. A dirigente foi contestada pelos servidores, representados pelo Sindipetro/AL, que questionaram as demissões quando são mantidos no Lifal dezenas de pessoas ocupando cargos comissionados. ?O laboratório não vai fechar, pelo contrário, encontra-se em negociação uma Parceria Público-Privada?, disse Aldi Ricardo Araújo Costa, dirigente sindical. Para ele, as demissões demonstram que o governo do Estado adotou uma política de precarização das relações de trabalho, mediante cargos comissionados e contratos temporários. Os servidores são contratados sob o regime celetista.