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Sinmed diz que m�dicos da UE est�o no limite

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FERNANDA MEDEIROS O Sindicato dos Médicos denunciou que em virtude de a Unidade de Emergência Dr. Armando Lages (UE) estar com o ambulatório superlotado, os médicos estão trabalhando naquele setor de forma estressada. O profissionais não têm condições de atender a grande quantidade de pacientes que chegam ao hospital e estão temendo pela própria segurança. ?Os médicos denunciam que o quadro na UE é crítico e a qualidade do atendimento está caindo, em função da sobrecarga de trabalho. Inclusive, eles têm feito queixas constantes ao sindicato, pois muitos temem que os acompanhantes dos pacientes, por não se conformarem com o não-atendimento, possam praticar-lhes algum tipo de agressão?, alertou o médico Wellington Moura Galvão, da diretoria do Sindmédicos. Segundo ele, com tantos pacientes graves que chegam à UE, os médicos podem até ser acusados de omissão de socorro, já que não têm condições de atender a todos. ?Os médicos precisam estabelecer critérios de prioridade que às vezes são injustos e desagradam às pessoas que acompanham os pacientes, geralmente os familiares, que não entendem a situação caótica daquela unidade e pensam que são os profissionais que não querem atender?, reforçou. Wellington Galvão declarou que a preocupação maior da categoria é com o exercício do trabalho com qualidade e, sobretudo, com segurança. ?Sabemos que a UE está defasada em quantidade de leitos e, por mais que se gaste em reformas, a precariedade continua, por causa do pequeno espaço físico. Diante disso, fazemos um apelo à diretoria da UE para que tome as devidas providências, no sentido de melhorar esse quadro?, disse. Ele explicou que o sindicato já teve uma conversa preliminar com o diretor da UE, Marcos Sampaio, mas pretende se reunir novamente. ?Também pretendemos fazer visitas surpresas ao hospital, para verificar como está sendo feito o atendimento e cobrar soluções imediatas para o caso?, concluiu.

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