Cidades
Casos de s�ndrome t�m alta de 517% em Alagoas
Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado na última quarta-feira, 17, aponta aumento de 516,7% nos casos de Guillain-Barré em Alagoas, a maior alta da doença desde que foi descoberta. No Brasil, o aumento foi de 19% entre janeiro e novembro de 2015. A OMS afirma que existe ?provável? ligação entre o vírus da zika e a síndrome. O número total de pacientes registrados com a doença autoimune no período foi de 1.708, o que corresponde a mais de 5 casos por dia. O País é o mais afetado pela zika no mundo. De acordo com a OMS, o aumento da incidência foi maior em Alagoas (aumento de 516,7%), Bahia (196,1%), Rio Grande do Norte (108,7%), Piauí (108,3%), Espírito Santo (78,6%) e Rio de Janeiro (60,9%). A Síndrome de Guillain--Barré é um ataque do sistema imunológico ao sistema nervoso, mais precisamente aos nervos periféricos, que conectam o cérebro à medula espinhal e são responsáveis por enviar comandos de movimento para o resto do corpo. Trata-se de uma reação rara a vírus ou bactérias, que causa fraqueza gradual e paralisia dos músculos. Em alguns casos, pode haver paralisia total ou complicações que podem matar (paralisia dos músculos que controlam a respiração, infecção sanguínea, coágulos pulmonares e parada cardíaca). Não há uma cura específica, e os tratamentos são voltados a reduzir a gravidade dos sintomas. O hematologista Wellington Galvão, presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, afirma que os números são assustadores. Segundo ele, Alagoas tinha uma média anual de 12 casos da Síndrome Guillain-Barré. Em 9 meses, foram registrados 50 novos casos. Desses, 42 seriam ligados ao zika. ?Não é comprovado que o zika tem ligação direta com a doença, mas, com certeza, existe uma ligação espaço--temporal entre o surto de zika e as ocorrências da síndrome?, explica. *Sob supervisão da editoria de Cidades.